GOVERNO ESTADUAL


CDHU GASTA R$46,3 MILHÕES EM VIGILÂNCIA


(Continuação)



Prestação de serviços - As empresas Gocil e a Power Segurança foram contratadas para prestação de serviços de guarda e vigilância de glebas, conjuntos habitacionais, áreas, centros comunitários e comerciais, obras e instalações da CDHU. Os contratos não estabelecem qual o efetivo de guardas a ser empregado.


O Estado apurou que, em média, três guardas se revezam dia e noite em cada área da CDHU. Um guarda recebe R$ 850 por jornada de oito horas, segundo dados fornecidos pela própria companhia.


O Tribunal de Contas do Estado enviou ofício à presidência da CDHU, solicitando explicações sobre os estudos que indicaram a necessidade do aumento de 95 postos mensais.


O Conselheiro - relator do processo, Antonio Roque Citadini, pretende que a empresa apresente as pesquisas de preços que nortearam o valor do homem/hora, a fim de se evidenciar que os valores contratados estão compatíveis com os preços de mercado.


O TCE investiga, ainda, outros contratos da CDHU firmados com seis gerenciadoras de obras. Esses contratos foram assinadas em 1994, último ano do governo Luiz Antonio Fleury Filho. Os auditores apontaram irregularidades nos contratos, mas a administração Covas pretende honrá-los até o final, previsto para fevereiro de 1997.


Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Habitacionais (Sincohab), a CDHU mantém um quadro com 550 funcionários contratados sem concurso público. Esses contratos teriam sido feitos por meio das gerenciadoras.


(Publicado no jornal “O Estado de S.Paulo” em 08.09.1996, p. A-7)

 

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