UM
SUCESSO DUPLO
Um
é bom, dois melhor ainda.
Sorte
do Corinthians que pôde contar com o talento de dois craques
chamados Dinos, em épocas diferentes. O primeiro, Oswaldo
Rodolpho da Silva, o Dino "Pavão", apelido
resultante estranhamente da elegância e refinamento com que
tratava a bola e desfilava em campo.
Ao
lado de Jango e Brandão integrou a linha média até
hoje lembrada pelos velhos torcedores. Esse time ganhou o primeiro
campeonato alvinegro no Pacaembu, em 1941 e a famosa Quinela de Ouro
ou Quinela de Ases, ou ainda Taça Supremacia, nomes dados à
competição que reunia os melhores times do São
Paulo e Rio, Corinthians, Palestra Itália, São Paulo,
Fluminense e Flamengo. Dino, o primeiro, ficou no Corinthians até
1948, quando foi para o Rio, jogar no Vasco.
O
segundo, Dino Sani, veio para o Corinthians em 1965, já
famoso, após brilhante passagem pelo Milan e pela Seleção
que venceria a primeira Copa do Mundo para o Brasil na Suécia,
1958. Sua estréia foi no Pentagonal de Recife, quando o
Corinthians venceu o Santa Cruz por 3 a 0.
Como
jogador, atuou no clube até 1968, como meio campista, porém
jogando recuado, posição que hoje é denominada
de volante. Graças à contratação de
grandes jogadores e à revelação de autênticos
craques. Rivelino, parceiro de Dino no meio de campo, o Corinthians
ganhou da torcida o consagrador apelido de Timão.
Mas
o papel de Dino Sani não se resumiu à atuação
dentro das quatro linhas. Também foi técnico do clube
em 1969-70. Seu parceiro Rivelino segue hoje trajetória
parecida à sua, ao ocupar posto de comando na Comissão
Técnica corintiana.
ROQUE CITADINI
(O
EXPRESSO, ALAMBRADO, 24/1/2004)