DEZ
ANOS DE TÍTULOS MAIÚSCULOS
O
Corinthians conseguiu nos últimos dez anos ganhar uma coleção
de títulos regionais, nacionais e internacionais realmente
maiúsculos. A enorme e abarrotada Sala de Troféus do
clube tem um tesouro único, o de Campeão Mundial da
Fifa 2000. O Timão qualificou-se para a disputa, como
representante do país sede, por ser bicampeão
brasileiro. Manchester
United
e Real Madrid, com seus ricos e famosos astros, representando a
Europa, estavam entre os favoritos. O Corinthians tornou-se finalista
ao eliminar o Real Madri, graças a um belo gol de Edílson,
em jogo transmitido pela televisão para uma platéia
recorde de 142 países. A final, contra o Vasco, no Maracanã,
decidida nos pênaltis, foi inolvidável. Como este,
outros troféus, regionais ou nacionais, também estão
virtualmente guardados no coração dos corinthianos. O
campeonato paulista tem dimensão comparável à de
torneios nacionais, pela área, número e qualidade dos
participantes, além da importância econômica. O
título em jogo tem sempre de quatro a seis favoritos, o que
apimenta a competição. De 1995 pra cá o
Corinthians venceu cinco vezes, inclusive nos auriverdes anos do
rival Palmeiras enriquecido com a parceria da Parmalat. Na decisão
de 1999, contra este mesmo Palmeiras-Parmalat, Edílson deixou
palmeirenses loucos de raiva e corinthianos loucos de alegria com a
peraltice das embaixadas nos instantes finais da partida. O último
título paulista, neste 2003, teve sabor especial, decidido em
dois jogos contra o São Paulo, no Morumbi. O regulamento
confuso e a briga pelos direitos de transmissão tornou-o o
mais exposto dos campeonatos, com transmissão simultânea
de até três emissoras de TV, às vezes algumas sem
pagar. Em 2002 ganhamos o Rio-São Paulo organizado pela liga
interestadual, contra o São Paulo e três dias depois a
Copa do Brasil, em Brasília.
Nesta
década ganhamos duas Copas do Brasil e dois inesquecíveis
campeonatos brasileiros.
Tivemos
também a vitória na Taça Ramon Carranza, mas eu
faço questão de encerrar com vitórias pouco
celebradas porém extraordinário alcance: as obtidas
pelas divisões de Base do clube. Foram duas Copas São
Paulo de Juniores (1995/99), duas Dallas Cup (1999/2000) e a Copa
Nike/Manchester em 2003. Estes três últimos títulos
com atletas sub 15 e disputados nos Estados Unidos. Tais conquistas
representam o enriquecimento da equipe principal, mais cedo ou mais
tarde, com valores formados no próprio clube. Se a Belinha, o
Juca Kfouri, Chico Lang e Alberto Dualib, como a massa de
corinthianos, reconhecem que estes últimos dez anos foram os
mais profícuos para o Corinthians, o corinthiano comum não
está satisfeito, quer mais, muito mais. E é
bom que assim seja.
(Fique Por Dentro, 22/10/2003)