O
GOL É DE GILMAR
Gilmar
sempre foi sinônimo de grande goleiro. Fez história na
seleção brasileira, recordista na posição
com 101 partidas jogadas, foi campeão mundial nas memoráveis
copas de 1958, na Suécia, e 1962, no Chile. Foi, igualmente,
goleiro que marcou época no Corinthians.
Chegou
da Baixada Santista vindo do Jabaquara em negociação
onde era mero contrapeso. O importante na tratativa era um certo
Ciciá, um centro-médio que desapareceu sem grandes
registros no futebol.
Gilmar
teve um início tumultuado no Corinthians, desde o princípio,
em maio de 1951, na vitória contra o Madureira (8x2) até
uma derrota vinte jogos após, para a Portuguesa (3x7).
Afastado do gol só voltaria quase seis meses depois,
recomeçando sua carreira.
Participa
em 1952 da primeira excursão do Corinthians à Europa,
conquista o bi paulista 1952-53 e chega à seleção
para substituir Castilho. Começa aí uma brilhante
carreira como goleiro da seleção, que o tornaria uma
legenda no Brasil e no exterior, com atuações
memoráveis e um sem número de vitórias e
títulos.
Pelo
Corinthians venceria ainda o famoso campeonato do IV Centenário,
1954, até jogar pela última vez no clube (17/8/1961) na
derrota para o Santos (1x5).
Envolvido,
a partir deste último jogo, em polêmica com a direção
do clube a propósito de uma alegada contusão no braço,
é negociado e volta à Baixada Santista, agora pelo
Santos. Foi um marco no gol do Corinthians, até hoje é
lembrado como nosso maior goleiro.
ROQUE
CITADINI

Gilmar
(O
EXPRESSO, ALAMBRADO, 8/3/2003)