CABEÇÃO:
ETERNO TITULAR
A
perda da posição de titular em um time grande muitas
vezes destrói a carreira de um jogador. Não raro
atletas ainda jovens não têm força e equilíbrio
para absorver o choque e desaparecem do cenário esportivo.
Outros,
ao contrário, mesmo se inconformados com a decisão de
técnico e clube vão à luta e em campo
comportam-se com naturalidade, seja ao substituir quem lhes tomou o
lugar ou com a camisa de outro clube. Luis Morais, Cabeção,
foi um desses.
Formou-se
nas categorias inferiores do Corinthians e aos 19 anos, estreou no
time principal em partida oficial do Campeonato Paulista de 1949,
contra a Portuguesa Santista. Como titular absoluto foi campeão
em 51. No ano seguinte, na campanha do bicampeonato, perdeu o posto
para Gilmar, de quem chegou a ser chamado eterno reserva.
Cabeção
não levou a sério tal profecia e com sua presença
no gol em muitos jogos foi decisivo para a conquista do ambicionado
título de Campeão do Centenário.
Também
foi titular em outras conquistas importantes, como Torneio das
Missões, Rio-São Paulo, Pequena Taça do Mundo e
a Taça Prefeitura de São Paulo. Cabeção
vestiu a camisa da Seleção em amistosos e foi reserva
de Castilho na Copa de 54, na Suíça.
Sua
última partida oficial pelo Corinthians foi em 24 de agosto de
1966, contra a Portuguesa. Para a torcida do Corinthians Cabeção
é Titular Eterno.

ROQUE
CITADINI
(O
EXPRESSO, ALAMBRADO, 15/2/2003)