Nem
só isoladamente os craques fazem história no futebol.
Junto com um companheiro, em dupla, ou com dois, em trio, às
vezes ganham mais destaque. Pelé é a exceção
mas seu parceiro no ataque e artilharia do Santos, Coutinho,
independente de seus méritos, raramente é lembrado como
o Centro-Avante, o Goleador.
Aparece
mesmo é como membro da dupla infernal Pelé-Coutinho. O
Corinthians também consagrou duplas e trios.
Sócrates-Casagrande, ao contrário de Pelé e
Coutinho, brilharam juntos e também depois de separados. O
alvinegro foi para eles uma grande vitrine e portão de
embarque para a Seleção. Não é caso dos
craques de dois grandes trios corintianos, Tuffy, Grané e Del
Debbio e de Jango, Brandão e Dino.
Tuffy
Neugen era um goleiro excepcional. Santista, jogou no Sírio e
no Santos e ao chegar ao Corinthians, em 1928, com sua coragem e
habilidade na defesa de pênaltis contribuiu para a conquista do
campeonato, o primeiro do tri 28-29-30. Para os atacantes adversários
fazia jus ao apelido de 'Satanás', vestido todo
de preto e jogando no inferno suas pretensões de vitória.
Grané,
'beque' direito, bom na marcação e um
perigo na cobrança de faltas, foi apelidado '420',
como era chamado o canhão alemão de maior calibre na
época, foi outro trunfo corintiano na conquista do tri.
Completava
o trio Del Debbio, lateral-esquerdo, duas vezes tricampeão, a
primeira em 22-23-24. Foi campeão em 37 e 39, quando já
veterano, em uma emergência, além de técnico teve
que entrar em campo.
Nos
trios famosos criados pelos torcedores nem sempre têm
explicações nascidas de posições em campo
ou de formas de atuação. São frutos da relação
apaixonada do torcedor com o time e os jogadores. João Freire
Filho, o Jango, médio-direito, veio do Coritiba, e, no
Corinthians foi um craque discreto e com atuações de
regularidade.
O
centromédio José Augusto Brandão, nascido em
Taubaté, em 1910, transferiu-se da Portuguesa para a
Fazendinha em 1935. Clássico e abnegado, foi um dos primeiros
corintianos a defender a Seleção Brasileira em uma Copa
do Mundo (França, 1938). Jango e Brandão atuaram nas
conquistas alvinegras do tri-campeonato em 37-38-39 e do campeonato
de 1941.
Osvaldo
Rodolpho da Silva, o Dino, era médio-esquerdo e veio da
Portuguesa Santista e, no Corinthians, marcou época pelo
estilo vistoso de jogar. Sua elegância em campo, valeu-lhe o
apelido de Dino 'Pavão'. Assim os velhos
corinthianos festejam sempre Tuffy, Grané e Del Débbio,
bem como Jango, Brandão e Dino.
ROQUE
CITADINI