OS
DEZ (11) MAIORES ARTILHEIROS DO TIMÃO
Os
dez maiores artilheiros do Corinthians são onze.
Sim,
isso mesmo: os 10 são 11 porque há um empate no sétimo
lugar entre Luizinho, o Pequeno Polegar, e Sócrates, ambos com
172 gols. Se o torcedor corintiano quiser o desempate, um critério
a adotar poderia ser o número de gols relacionado aos anos de
atividade no Clube. Nesse caso o doutor Sócrates seria o
verdadeiro sétimo, por ter feito 172 gols em seis anos, contra
os 19 anos de Luizinho. A velha guarda poderá contestar com o
argumento de que naquela época os clubes não jogavam
tanto quanto agora.
De
minha parte, creio que o mesmo lugar no pódio enobrece os
dois.
O
Número 1- não há controvérsia, é
Claudio Christovam de Pinho, o Gerente, com 306 gols, em doze anos,
de 1945 a 1957. Em São Paulo, a maioria esperava sua
convocação para a Seleção de 50, mas o
técnico Flávio Costa optou por preencher a vaga com
mais um defensor, Alfredo II, do seu Vasco da Gama.
Deixa
pra lá. O segundo artilheiro foi Oswaldo Silva, chamado
Baltazar por sua semelhança com o irmão, também
jogador de futebol e apelidado de Cabecinha de Ouro pela torcida, por
ser ótimo cabeceador.
Seus
267 gols serviram de inspiração ao compositor Alfredo
Borba para um dos grandes sucessos do Carnaval de 52, "Gol de
Baltazar". Era tão amado pela torcida que dela recebeu de
presente um automóvel, quando perdeu o seu em um incêndio.
Uriel Fernandes, Teleco, veio do Paraná, indicado por Neco e
com o terceiro lugar, 254 gols, ficou à frente do amigo e
padrinho. Seu gol mais famoso, de cabeça, foi contra o
Palestra Itália, em 37, considerado um milagre: machucado,
jogou no sacrifício.
O
quarto foi Manoel Nunes, Neco, o Primeiro Ídolo do
Corinthians, com 239 gols.
Os
dois quase nasceram juntos e cresceram juntos, da várzea aos
títulos nos grandes estádios. Marcelo Pereira Surcin,
Marcelinho Carioca, vem a seguir, com 203 gols em sete anos no Clube.
Vindo do Flamengo, conseguiu a proeza de em sete anos tornar-se o
jogador que mais títulos conquistou no clube, inclusive o
Mundial. Após desentendimento, foi para o Santos e a seguir
para o Japão.
O
sexto artilheiro, Servílio, marcou 199 vezes, de 1938 a 1949,
e por sua origem, São Félix, da Bahia, contribuiu para
incorporar um grande contingente de baianos à torcida. Além
de goleador, tinha uma técnica refinada, que lhe valeu o
apelido de Bailarino.
Flávio
Almeida da Fonseca, apelidado de Minuano por ser gaúcho,
figura no oitavo lugar graças aos seus 166 gols. Embora tenha
conseguido a proeza de ser artilheiro do Rio-São Paulo em 1965
(14 gols) e do Campeonato Paulista em 1967 (21 gols) competindo com
Pelé, era amaldiçoado pela imprensa de São
Paulo.
O
nono lugar pertence a Paulo Pisaneschi, ora chamado de Carvoeiro, por
causa de sua profissão, ora Paulo Tanque, por conta do porte
avantajado. Em seis anos balançou as redes 149 vezes.
O
décimo na artilharia é, na realidade, o primeiro em
muitos outros itens: Roberto Rivelino. Seus 141 gols (quantos deles
belíssimos?!) são complementos naturais de seu futebol
de primeiríssima linha.
ROQUE
CITADINI
(O
EXPRESSO, "ALAMBRADO", 9/2/2002, P. 2-11)
|
JOGADOR |
PERÍODO |
GOLS |
|
28/11/1948 a 21/9/1967 |
306 |
|
|
15/11/1945 a 26/4/1957 |
267 |
|
|
16/12/1934 a 12/3/1944 |
254 |
|
|
19/10/1913 a 31/8/1930 |
239 |
|
|
19/1/1994 a 27/6/2001 |
203 |
|
|
3/5/1938 a 8/5/1949 |
199 |
|
|
Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, Sócrates, Doutor |
20/8/1978 a 10/6/1984 |
172 |
|
28/11/1948 a 21/9/1967 |
172 |
|
|
15/3/1964 a 15/1/1969 |
166 |
|
|
13/2/1954 a 6/3/1960 |
149 |
|
|
13/01/1965 a 22/12/1974 |
141 |