Segundo campeão da FIFA
O
São Paulo Futebol Clube tornou-se no último domingo,
18/12/05, o segundo campeão em torneio de clubes organizado
pela FIFA. Venceu o Liverpool por 1 a 0, em evento realizado no
Japão, com calendário reduzido, sob o patrocínio
da Toyota e, em conseqüência, com grande divulgação
pela mídia em âmbito nacional e mundial.
Sem
dúvida, o SPFC está de parabéns pela conquista
deste torneio, tendo o primeiro sido realizado no Brasil e vencido
pelo Corinthians no ano de 2000. Na primeira vez que a FIFA organizou
o campeonato mundial de clubes, que o Brasil teve a felicidade de
sediar e o Corinthians, - outra imensa de vencer -, reunindo um
número maior de clubes, possibilatando-nos naquela ocasião
assistir o grande Real Madrid, o multimilionário Manchester, o
Vasco da Gama de Romário, e o Necaxa, campeão mexicano,
todos, ao final, superados pela grande equipe corinthiana do
inesquecível quadrado mágico Rincón, Vampeta,
Ricardinho e Marcelinho.
A consagração do
futebol brasileiro é inegável quando dois de seus mais
populares times vencem a única competição de
clubes organizada pela maior entidade de futebol mundial, a FIFA. O
Corinthians sente orgulho de ter sido o primeiro vitorioso e a
satisfação de cumprimentar o São Paulo, neste
novo modelo agora patrocinado pela Toyota. Devemos destacar, ainda,
que nas duas edições do evento o melhor jogador
escolhido foi um brasileiro. Em 2000, o “capetinha”
Edílson; em 2005, o goleiro são-paulino, Rogério
Ceni. É certo que os dois jamais esquecerão a premiação
da FIFA e tampouco os seus fãs deixarão de festejá-los.
Faltou pimenta na festa
Nesses dias de comemoração
são-paulina coube ao ex-presidente do clube, Carlos Miguel
Aidar, escrever um artigo para a FOLHA sobre a vitória (“O
São Paulo é diferente”, FOLHA DE S. PAULO, Folha
Esporte, edição de 19/12/05). A mesma satisfação
tive em escrever também para a FOLHA o artigo sobre o quarto
campeonato nacional do Corinthians, conquistado há duas
semanas (“O Timão leva a taça”, 5/12/2005).
Não entendi no texto do dirigente tricolor a história
de seu clube, como se esta se iniciasse em 1984, quando Aidar assumiu
a presidência. Mais estranho, no entanto, foi terem sumido com
o ex-presidente José Eduardo Pimenta que dirigia a agremiação
quando das vitórias sobre Barcelona e Milan, em Tóquio.
Este
lapso injusto pareceu-me um corte estalinista, lembrando as
enciclopédias soviéticas, quando o dirigente do momento
contava a história somente com personagens e fatos que lhe
interessavam. Prá ser sincero não acho que o São
Paulo seja diferente, como aliás o artigo de Aidar mostra;
quem é diferente, mesmo, é o Corinthians.
Mecenas
e magnatas
Quando em 2004 inicou-se a discussão sobre a
malfadada parceria Corinthians-MSI, o diário LANCE! tinha o
costume de identificar os investidores como “magnatas
ingleses”. Agora, o JORNAL DA TARDE começou com a mania
de chamar o Sr. Kia Joorabchian de mecenas, num elogio à toda
prova desmerecido. Tanto os magnatas ingleses não eram
mangnatas e tampouco ingleses, como Kia não é Mecenas
(60 a.C. – 8 d.C.), sob pena de algum descendente do ministro
de Augusto, protetor das artes e de homens de letras, protestar pelo
uso indevido do nome de seu antepassado.
A força da
grana
O dia em que a empresa Toyota deixar de patrocinar os
principais eventos das Confederações regionais e da
FIFA, o tal título da Copa Toyota, competição
entre os campeões da América e da Europa, que por anos
se disputou em Tóquio, esses títulos tão
festejados desaparecerão do sítio da FIFA como
entraram, sem explicação e sem pudor.
Antonio
Roque Citadini, vice-presidente do SC Corinthians Paulista
2005/12/19
(Alambrado, 19/12/2005)