SÍ, SE PUEDE
O Corinthians enfrenta no próximo
dia 6 de abril o Cianorte, pela Copa do Brasil, em jogo de grande
dificuldade, mas com possibilidade igualmente grande de marcar
resultado histórico.
O Timão precisa vencer por três
gols de diferença e não tomar nenhum, o que tem
gerado por parte de nossos adversários muita falação,
praga e mau agouro. Nada nos deve intimidar. O time tem condições
de vencer o Cianorte e passar para a outra fase da Copa do Brasil.
Superar grandes dificuldades, reverter resultados ruins, sempre fez
parte da história do Corinthians.
Não preciso citar
exemplos porque são inúmeros; a garra e a raça
do clube estão em seu DNA desde os primórdios no Bom
Retiro.
Com tranqüilidade da diretoria, com dedicação
e empenho da comissão técnica e dos jogadores, será
possível vencer e marcar mais um ponto de glória na
nossa vitoriosa história.
Esta é a nossa marca, este
é o nosso caminho: superar grandes problemas e
vencer.
ELEMENTAR, MEU CARO ROY
A matéria do
jornal de Buenos Aires, "Clarín", do último
dia 20/3, em sua edição dominical com chamada de
primeira página, esclareceu muitos pontos da contratação
de Tevez, embora tenha revelado aspectos mais obscuros do que
poderíamos acreditar. Contrariamente ao que informava o clube,
e trombeteava a MSI, o jogador Tevez não foi contratado pela
empresa "matriz" da MSI e repassado seus direitos
federativos para o Corinthians. Esta versão divulgada para
justificar o não-pagamento a ser feito através do
Brasil só existiu na cabeça dos que queriam simular a
compra e na boa-fé dos jornalistas.
O que se vê no
contrato divulgado pelo "Clarín" é que o
Corinthians, e somente o Corinthians, comprou os direitos econômicos
e federativos do jogador Tevez. A MSI ou a sua matriz não
aparecem em nada. Não teve a gentileza sequer de firmar como
testemunha do negócio. O Corinthians comprou por US$16
milhões, em operação a ser paga em uma conta em
Nova Iorque. Também aí o "Clarín"
esclareceu o valor exato da contratação.
Diferente,
portanto, dos US$22,5 milhões que a MSI tanto falou e tanto
propagandeou. Coube ao presidente do Boca Juniors dar a explicação
sobre a diferença de US$6,5 milhões entre o que está
no contrato e o que diz a MSI. O primeiro US$1,5 milhão foi
doado pelo jogador Tevez ao clube em reconhecimento ao trabalho da
equipe portenha para revelá-lo como jogador. Gesto bonito,
nobre e difícil de acreditar, como afirma o jornal. A
segunda parte seria de US$2 milhões para, como disse o
"Clarín", "um até agora desconhecido
convênio Corinthians-MSI para intercâmbio de juvenis".
Com isso totalizaríamos US$19,5 milhões, valor que,
para chegar a US$22,5 teria que incluir comissões de
intermediários e algumas outras despesas.
A explicação
e detalhamento, feita pelo "Clarín" e pelo
presidente Macri, longe de trazer tranquilidade, trazem sim mais
apreensão. Até porque a única empresa citada no
contrato, uma tal de HAZ Football Worldwide Ltd. sediada no paraíso
fiscal de Gibraltar, é ao mesmo tempo quem teria recebido a
comissão e se responsabilizado por alguns pagamentos da
operação ao jogador Tevez.
Agora começa-se a
entender porque a MSI falou tanto em US$22,5 ou US$22,6 milhões,
quando o Boca recebeu apenas US$16 milhões. Estas cifras
divulgadas pela imprensa e pelos dirigentes da empresa, como faz crer
manchete de 23/3 do Diário de S. Paulo ("Conselheiros
falam em chapéu de Kia"), eram mais para os ouvidos
dos investidores do que para nós mortais
brasileiros.
Elementar, meu caro Roy. Eles que são russos
que se entendam. Ou melhor, eles que são russos, georgianos,
ucranianos, iraniano, israelenses e espanhóis que se entendam.
O DIREITO DE NASCER 2
O jornal Lance! vem publicando
nos últimos dias uma série de reportagens sobre a
parceria do Corinthians com declarações do dirigente
Kia. Embora com manchetes bombásticas, tudo lá é
requentado. Contratação de jogador, construção
de estádio, venda de atletas, opiniões sobre mercado,
TV Corinthians, tudo já havia sido publicado, até por
algumas vezes, pelo Lance!. Faltava apenas indagar sobre a matéria
do "Clarín" e sobre a diferença de US$6,5 mi
para que os leitores desta sonolenta série tivessem alguma
novidade.
O Lance!, que já publicou grandes matérias
sobre a parceria, com notícias favoráveis ou
desfavoráveis, agora faz uma entrevista modorrenta, arrastada e
sem nenhuma informação nova em um trabalho que poderia
ter sido inovador para os jovens e corretos jornalistas participantes
do colóquio.
Penso, no entanto, que a série de
matérias mais ficaram para "O Direito de Nascer"
tais foram as repetições e monotonia que melhor faria o
“little newspaper” se tivessem reduzido a uma
pequena coluna num fim de página.
2005/03/30
ANTONIO
ROQUE CITADINI, vice-presidente eleito do SC Corinthians Paulista.