PADIM CIÇO E O CORINTHIANS
Os torcedores e jornalistas que
estiveram no estádio Castelão em 3 de maio de 2003,
assistindo à vitória do Corinthians sobre o Fortaleza
por 2 a 1, puderam constatar o crescimento da torcida do Timão
em todo o Nordeste.
Já no sábado, quando da
chegada ao aeroporto, mais de 500 torcedores se comprimiam e tomavam
todo o saguão para receber os jogadores. Uma imensa maioria
de crianças atropelava as divisões de segurança
e os guardas, numa festa poucas vezes vivida na capital cearense.
Pela cidade toda, o que se via na manhã de domingo eram
torcedores com a camisa do Corinthians caminhando pela praia, pelas
ruas, tomando ônibus ou se dirigindo ao estádio.
Quando
se aproximava a hora do jogo, o que se viu foi algo emocionante para
toda a coletividade corintiana: chegavam para assistir a partida, de
todas as vilas de Fortaleza, uma seqüência interminável
de ônibus de cidades remotas, algumas distantes em até
500km, numa eufórica manifestação de paixão
pelo Timão. Canindé, Quixadá, Messejana, Recife,
Natal, etc, eram as origens das centenas de ônibus que se
aglomeravam em volta do estádio. De um público de quase
55 mil torcedores presentes, por volta de 20 mil eram corintianos nas
arquibancadas e nas cadeiras. Fizeram festa do começo ao fim.
Aplaudiam o time e cantavam músicas pouco conhecidas quando o
alvinegro joga em São Paulo.
Foi um grande evento do
futebol e uma festa maior ainda do Corinthians. Mostrou em rosto e
alegria aquilo que as pesquisas vêm mostrando em números
frios: o Corinthians cresce cada vez mais em todo o país.
Os
corintianos do Ceará e de todo o nordeste deram uma
demonstração de força e ânimo para um time
cada vez mais forte e cada vez mais brasileiro - como diz nosso
hino.
Não sei não, mas pelo que vi e ouvi, como
disse um cearense: "Aqui a gente gosta de Padim Ciço e do
Corinthians".
Roque Citadini
2003/05/05