Administração
Estadual – Educação
Compras
superfaturadas
OUTRO LADO
Contratos são legais, afirma governo paulista
DA
REPORTAGEM LOCAL
A Secretaria Estadual da
Educação informou, ontem à tarde, que não
teria condições de checar todas as supostas
irregularidades relacionadas no relatório da CGU
(Controladoria Geral da União). No entanto, a pasta já
havia tido a chance de apresentar a sua defesa durante a elaboração
do trabalho dos técnicos.
Em relação aos
contratos feitos sem licitação com fundações,
a secretaria afirmou à CGU que os processos são legais,
já que as fundações não têm fins
lucrativos.
E também que elas já haviam sido
contratadas anteriormente por outros órgãos de governo,
incluindo federais.
A secretaria rebateu a acusação
de que pagou a mais por produtos, sem fazer licitação,
dizendo que havia feito consultas ao mercado antes de fazer a
compra.
Sobre a suposta irregularidade na aquisição
de merenda escolar por meio de licitações
superdimensionadas, a Secretaria da Educação afirmou à
CGU que as empresas não precisariam comprovar a capacidade de
entregar todo o volume de carne em conserva solicitado.
Além
disso, a pasta afirmou que detentores de cargos de confiança
compunham a maior parte das comissões de licitação
porque tinham mais experiência em pregões. Esse tipo de
concorrência pública, de acordo com a secretaria, era
então uma modalidade nova e não havia pessoal
capacitado para conduzi-lo.
(Folha de S. Paulo, Folha Cotidiano, 16/03/2006, p. C-5)