A CTEEP e as aposentadorias
A
privatização do setor elétrico paulista foi
coordenada pelo então vice-governador Geraldo Alckmin e pelo
atual presidente da Eletropaulo, Eduardo Bernini. A idéia, na
época, foi tirar os passivos das empresas privatizadas e
transferir para as remanescentes.
O correto seria dirimir
todas as pendências antecipadamente, para impedir perda de
valor. No caso da CTEEP (Transmissora Paulista), além da
pendência com a Eletrobrás (em torno de dívidas
que presumivelmente seria da Eletropaulo), há um passivo
potencial de R$1,5 bilhão, referente a compromissos com
aposentadorias. O cálculo é em cima do valor presente
dos fluxos de aposentadorias a serem bancados pela empresa.
Esses
dois fatores é que espantaram os investidores no último
leilão.
Apesar do Secretário de
Planejamento de São Paulo garantir que a ação da
Eletropaulo (tentando passar para a CTEEP dívidas junto à
Eletropaulo) não traz risco nenhum, um dos grandes candidatos
ao leilão consultou três grandes escritórios de
advocacia. Opinião unânime: é caso perdido, a
dívida terá que ser assumida pela CTEEP. Lembre-se que
o beneficiário dessa ação –a Eletropaulo—é
dirigida por Eduardo Bernini, que foi o responsável pela
modelagem do setor elétrico paulista.
(Blog Luís Nassif, http://luisnassifonline.blog.uol.com.br/, 06/07/2006)